sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Resenha do livro A Porta no Muro de H.G.Wells

 “ E, de alguma forma, foi como ir para casa.”


O conto foi escrito em 1906 por H. G. Wells, nascido na Inglaterra , Reino Unido (1866 - 1946), escritor, professor, jornalista e historiador. Suas principais obras são: A máquina do Tempo 1895 , O Homem Invisível 1897, A Guerra entre os Mundos 1898.


O narrador relata um fato ocorrido com um amigo que o marcou e o acompanhou durante toda a sua vida, a narrativa segue um curso agradável e místico, pois a porta no muro é a passagem para um jardim fantástico, onde a vida ali é repleta de pureza e harmonia.


O muro branco e a porta verde - eis como essa transição se mostra para  Wallace, esta vida paralela ao qual ele conheceu aos cinco anos de idade, quando adentrou pela porta e teve a maior de todas as suas experiências, algo divino e surreal, mas que sempre o atraiu e convidou para que retornasse.

Eis um trecho:


“Havia algo no ar de lá que inspirava euforia, que dava uma sensação de leveza e coisas boas e bem-estar; havia algo na visão que deixava todas as cores limpas e perfeitas e sutilmente luminosas. No momento em que entrou, o sentimento foi de uma felicidade intensa… como só acontece em raros momentos e quando se é jovem e cheio de vida e se pode ficar feliz neste mundo. E tudo era lindo lá…”


Um conto que fala sobre a curiosidade, a primeira inocência, o descobrimento da felicidade, a vida real e a vida ideal. A porta sempre apareceu nos momentos decisivos na vida do personagem e todas às vezes ele seguia seu caminho, achando que poderia encontrar novamente a porta e entrar mais uma vez naquele maravilhoso universo.  


Este livro é pequeno e fascinante, prende-nos do começo ao fim, e o que nos resta ao término da leitura são as sensações vivas de um milagre, uma límpida utopia. 



Por Raquel Lopes



Poesia Real (por Paulo Caldas) - Publicado em 14/09/2021 por Revista algomais às 15:24

 O olhar poético, ora intimista ora universal, da escritora e pianista Raquel Lopes perpassa temas cotidianos em cenários que exibem dramas sociais e críticas contidas em recados diretos.

Vislumbra afetos e afagos em quadras amorosas e acompanha o girar do tempo em torno de reflexões múltiplas, nutridas por emoções e sentimentos libertos.

Noutros momentos, contempla a musicalidade dos tons, sequências rítmicas, cacoetes sonoros incorporados pela lida da poesia com o tocar suave do piano de Raquel.

Há juventude na atmosfera do livro, em 85 páginas de textos de prosa quase verso, despidos da rigidez comuns às fórmulas convencionais.

Poesia Real, Edição do Autor, tem o projeto visual assinado por Leandro Rosevaldo e diagramação de Raquel Lopes.
O exemplares podem ser adquiridos pelo e-mail: raquelpoeta@outlook.com

*Paulo Caldas é escritor


Poesia Real (por Paulo Caldas) - Algomais



quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Resenha do livro POESIA REAL de Raquel Lopes por Rafael Luiz Santos

 ''POESIA REAL'' é o livro de estreia da minha grande amiga, escritora de livros infantis, poetiza, autodidata, pernambucana, formada pela escola da vida, autora premiada, recentemente, pelo Prêmio Internacional Era Uma Vez, Raquel Lopes.

Raquel, com sua lírica otimista e sublime, nos mostra, neste lindo livro de poesias, a majestosa simplicidade da vida. Através de poemas em versos livres, que parecem bons amigos a nos abraçar, com ternura, consolo e amor, a autora fotografa as nuances internas e externas de seu Eu, a mesclar-se com as de pessoas próximas e situações vividas por ela.
Além disso, há um enorme amor e respeito pela natureza em sua poética, como este poema na contracapa:
‘’ Amar a natureza’’
‘’ Amar a natureza nas verdes folhas poéticas minhas.
Na vegetação nativa do dia.
No clima a falar somente amor pela vida
Contudo, o que nós fazemos neste momento?
Destruindo tudo a favor da riqueza de poucos,
Acabando com a vida de muitos.
O barulho é resultado do que fomos,
A cor do dia resulta quem realmente somos.
Não iremos sobreviver como antes,
Despreocupadamente.
Onde está o espírito de Harmonia?
Harmonia no amor que gerou toda vida.
Amar a natureza traduz esta simples poética
No estilo de vida com total maestria.’’
É com esta ‘’ maestria ‘’ que Raquel nos dá uma lição de como cuidar da natureza e de nossos semelhantes.
Além de poemas, o livro contém frases poéticas muito profundas, com um lirismo reflexivo, como este na página 30:
‘’ ONDE O REMÉDIO NÃO CHEGA,
O CARINHO TERNO VAI LÁ...
E ARRUMA,
E AJEITA,
E CURA.’’
Raquel carrega consigo a ciência que a felicidade não está no ‘’TER’’, mas no ‘’SER’’: SER AMÁVEL, SER GENTIL, SER EMPATICO, SER O MELHO DE SI MESMO TODOS OS DIAS ATÉ O FIM...
Por isso, recomendo este livro para todos.
.Rafael Luiz Santos @rafaelluiz.santos






Uma simples impressão sobre o livro O Músico Cego de Vladimir Korolenko

  O músico cego é um livro ímpar, de profunda e delicada narração, as palavras deslizam sem nenhuma pretensão, por um rio calmo e escuro. En...