“ E, de alguma forma, foi como ir para casa.”
O conto foi escrito em 1906 por H. G. Wells, nascido na Inglaterra , Reino Unido (1866 - 1946), escritor, professor, jornalista e historiador. Suas principais obras são: A máquina do Tempo 1895 , O Homem Invisível 1897, A Guerra entre os Mundos 1898.
O narrador relata um fato ocorrido com um amigo que o marcou e o acompanhou durante toda a sua vida, a narrativa segue um curso agradável e místico, pois a porta no muro é a passagem para um jardim fantástico, onde a vida ali é repleta de pureza e harmonia.
O muro branco e a porta verde - eis como essa transição se mostra para Wallace, esta vida paralela ao qual ele conheceu aos cinco anos de idade, quando adentrou pela porta e teve a maior de todas as suas experiências, algo divino e surreal, mas que sempre o atraiu e convidou para que retornasse.
Eis um trecho:
“Havia algo no ar de lá que inspirava euforia, que dava uma sensação de leveza e coisas boas e bem-estar; havia algo na visão que deixava todas as cores limpas e perfeitas e sutilmente luminosas. No momento em que entrou, o sentimento foi de uma felicidade intensa… como só acontece em raros momentos e quando se é jovem e cheio de vida e se pode ficar feliz neste mundo. E tudo era lindo lá…”
Um conto que fala sobre a curiosidade, a primeira inocência, o descobrimento da felicidade, a vida real e a vida ideal. A porta sempre apareceu nos momentos decisivos na vida do personagem e todas às vezes ele seguia seu caminho, achando que poderia encontrar novamente a porta e entrar mais uma vez naquele maravilhoso universo.
Este livro é pequeno e fascinante, prende-nos do começo ao fim, e o que nos resta ao término da leitura são as sensações vivas de um milagre, uma límpida utopia.